Participar de diretórios jurídicos deixou de ser apenas uma formalidade anual. Para os escritórios que desejam fortalecer sua reputação e evoluir de forma consistente nos rankings, o processo de submissão precisa ser tratado como uma estratégia contínua, e não como uma tarefa pontual. O desempenho nos guias depende menos do volume de informação e mais da clareza, do método e do alinhamento entre o posicionamento e os dados apresentados.
O primeiro passo é adotar uma visão estratégica de médio e longo prazo. Muitos diretórios utilizam metodologias cumulativas, o que significa que resultados relevantes raramente surgem em um único ciclo de pesquisa. Planejar quem será destacado, quais práticas devem ganhar visibilidade e como o escritório pretende evoluir ao longo dos próximos anos aumenta significativamente as chances de progressão. Esse planejamento também facilita o engajamento interno, pois deixa claro o papel de cada sócio e advogado no processo.
Outro ponto importante é valorizar o desempenho de profissionais em múltiplos níveis de senioridade. Escritórios que evidenciam consistência técnica em diferentes níveis de senioridade constroem uma imagem mais sólida e sustentável. Incluir sócios mais jovens e advogados em ascensão não apenas fortalece a narrativa institucional, como também prepara o terreno para futuras classificações. Nos diretórios que valorizam histórico e consistência, começar cedo faz diferença.
Entender as prioridades de cada diretório é igualmente decisivo. Não existe uma lógica única de avaliação. Alguns guias atribuem peso elevado ao feedback de clientes, enquanto outros valorizam mais a complexidade dos casos, a inovação jurídica ou a presença em transações relevantes. Ajustar a estratégia de submissão a essas metodologias evita desperdício de esforço e faz com que o material dialogue diretamente com o que o pesquisador busca identificar.
A forma como o escritório apresenta sua narrativa institucional também impacta diretamente o resultado. O texto introdutório da submissão deve ser claro, objetivo e coerente com os destaques de trabalho e com os profissionais indicados. Não se trata de exaltar qualidades de forma genérica, mas de demonstrar diferenciais de maneira concreta, sempre sustentados por exemplos reais. Quando há a intenção de reforçar o posicionamento de um advogado ou prática, essa escolha precisa estar refletida em todo o submission.
Os chamados work highlights merecem atenção especial. Descrições superficiais ou excessivamente técnicas dificultam a análise e reduzem o impacto da submissão. O ideal é explicar a relevância do trabalho em linguagem acessível, destacando complexidade, contexto de mercado e importância do resultado para o cliente. Mesmo pesquisadores experientes nem sempre possuem formação jurídica aprofundada, o que torna a clareza um fator decisivo.
Outro erro comum é acreditar que o uso de jargões e termos técnicos impressiona o pesquisador. Na prática, isso costuma ter o efeito oposto. Submissões bem-sucedidas priorizam linguagem simples, estruturada e objetiva, permitindo que o valor do trabalho seja compreendido rapidamente. Quanto mais fácil for entender por que aquele caso é relevante, maior a chance de ele ser considerado.
Por fim, escritórios que se destacam são aqueles que aprendem com cada ciclo. Avaliar o que funcionou, identificar lacunas, revisar estratégias de indicação de clientes e ajustar a comunicação interna transformam o processo de submissão em um instrumento de gestão de reputação. Quando tratado dessa forma, o diretório deixa de ser apenas um ranking e passa a ser um aliado estratégico na construção de autoridade institucional.
Melhorar a performance nos diretórios jurídicos não depende de fórmulas prontas, mas de consistência, planejamento e atenção aos detalhes. Escritórios que encaram esse processo com método e visão estratégica conseguem não apenas melhores classificações, mas também um posicionamento mais sólido e reconhecido pelo mercado.




